Total Depravação – Parte II

Gunnar Lima

O Que Significa Depravação Total?

O homem pecador deve agradecer a Deus por não ser o que devia ser. Todas às vezes que os calvinistas impregam este vocábulo soa estranho as ouvidos daqueles que ensinam a neutratalidade da vontade humana ou o falso livre-arbítrio. Por isso, deve ficar claro que, quando falamos em depravação total, estamos afirmando:

(1) Que a corrupção inerente abrange todas as partes da natureza do homem, todas as faculdades e poderes da alma e do corpo; (2) que absolutamente não há no pecador bem espiritual algum, isto é, bem com relação a Deus, mas somente perversão.

Mas a depravação total não significa:

(1) Que todos os homens são completamente depravados como poderiam chegar a ser; (2) Que o pecador não tem nenhum conhecimento inato de Deus, nem tampouco tem uma consciência que discerne entre o bem e o mal; (3) Que o homem pecador raramente admira o caráter e os atos virtuosos dos outros, ou que é incapaz de afetos e atos desinteressados em suas relações com os seus semelhantes; (4) Que todos os homens não regenerados, em virtude da sua pecaminosidade inerente, se entregarão a todas as formas de pecado: muitas vezes acontece que uma forma de pecado exclui outra (BERKHOF, Op Cit; Pg. 256). 

Alan e Franklin de modo Bíblico confima o enuciado acima:

A doutrina da depravação total não significa que a pessoa seja tão má quanto pode ser. Muitos pecadores conseguem fazer boas obras e mostram amor e compaixão para com os outros. De fato, todo mundo faz ações boas e ruins. Mas a depravação total significa que mesmo as boas obras estão poluídas por motivos maus. O pecador não faz sequer uma ação sem pelo menos alguns elementos de egoísmo. A depravação total também significa que nenhuma parte da natureza humana é livre dos efeitos do pecado e que a pessoa é assim completamente desamparada. Ela não pode mudar o seu estado e nem quer mudá-lo. Por causa do pecado, o ser humano está afastado de Deus. Ele é inimigo de Deus e está sob a ira de Deus (ALAN MYATT & FRANKLIN FERREIRA; Op. Cit; Pg.130).  

O homem desta feita no ensino reformado presbiteriano é completamente afetado pelo pecado, em todo o seu ser. Na teologia calvinista segundo Sproul:

Total depravação refere-se à idéia de que nossa humanidade integral caiu. Isto é, não há parte em mim que não tenha sido afetada pela queda. O pecado afeta minha vontade, meu coração, minha mente e meu corpo (…).Total depravação também destaca o fato de o pecado alcançar a essência de nosso ser. O pecado não é uma coisa superficial, uma leve mancha que desmerece um espécime que, fora isso, seria perfeito. O pecado é radical no sentido em que toca a raiz (radix) de nossas vidas (SPROUL, Op. Cit; Pg. 42).

        
O Ensino das Confissões de Fé

Estamos cada vez mais avessos ao um Cristianismo Confessional. O que vemos em nossa volta é um abandono total e esquecimento generalizado de Credos e Confissões. Assim, somos uma geração de crentes que crermos muito, mas se não sabe em que e em quem, ou quando não, esta fé é subjetivista, baseada na experiência sem conhecimento das Escrituras. E isso, sem falar de pastores infiéis que não subscrevem total e finalmente seus símbolos de Fé ou quando não, reinterpretam seu ensino.  

O Dr. Heber Campos, escrevendo sobre a importância de Credos e Confissões, afirmou:

Os credos são extremamente importantes para os cristãos que vivem no limiar do terceiro milênio, porque estes não são essencialmente diferentes dos crentes que viveram nos primeiros séculos da era cristã. Para os cristãos da era patrística, os credos foram absolutamente necessários para a definição teológica e para a vida cristã prática. A nossa fé tem que possuir raízes históricas, e os credos nos ajudam a entendê-las. Por exemplo, o Credo Apostólico dá-nos informações sobre quem foi Jesus Cristo. Ali se diz que ele nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, ressurgindo dos mortos ao terceiro dia. Esses todos são dados históricos. Eles são uma afirmação de nossa fé histórica. Se a redenção trazida por Cristo não é um fato histórico, como alguns teólogos contemporâneos chegaram a afirmar, então nós não somos realmente redimidos. Se a queda no Éden não foi um fato histórico, então não existe corrupção nem culpa. Se negamos a historicidade do Éden haveremos de negar a historicidade da redenção em Cristo e a autoridade do próprio Cristo, que creu nas afirmações do Gênesis. É absolutamente essencial que levemos em conta as raízes históricas de nossa fé (CAMPOS, 2010, Pg. 1).

Qual a nossa origem da fé? Que Fé devemos batalhar e que uma vez por todas foi dada ao santos? Ao negarmos a nossa herança ou “as raízes históricas de nossa fé”, tendemos a ir para lado da heresia. Tudo isso simplesmente porque relegamos ao puro esquecimento a sã tradição teológica.  O Rev. Adão Carlos na sua apostilha sobre os cinco pontos do calvinismo escreve:

Os calvinistas entendem que esta é a forma correta de tratar as questões doutrinárias: submetê-las a um concílio, isto é, a uma reunião de líderes da Igreja devidamente qualificados e oficialmente designados para tratar do assunto. E é isso que tem sido feito ao longo da História. Em várias ocasiões os líderes da Igreja têm-se reunido para tratar de assuntos doutrinários. E as deliberações tomadas em algumas reuniões foram publicadas em forma de confissão de fé (NASCIMENTO, 2005, Pg. 12).

Vejamos então algumas máximas do pensamento calvinista reformado, publicadas em forma de Confissão de Fé.

Os Cânones de Dort (Holanda 1618 – 1619):

No princípio o homem foi criado à imagem de Deus. Foi adornado em seu entendimento com o verdadeiro e salutar conhecimento de Deus e de todas as coisas espirituais. Sua vontade e seu coração eram retos, todos os seus afetos puros; portanto, era o homem completamente santo. Mas, desviando se de Deus sob instigação do diabo e pela sua própria livre vontade, ele se privou destes dons excelentes. Em lugar disso trouxe sobre si cegueira, trevas terríveis, leviano e perverso juízo em seu entendimento; malícia, rebeldia e dureza em sua vontade e seu coração; também impureza em todos os seus afetos.  Depois da queda, o homem corrompido gerou filhos corrompidos. Então a corrupção, de acordo com o justo julgamento de Deus, passou de Adão até todos os seus descendentes, com exceção de Cristo somente. Não passou por imitação, como os antigos pelagianos afirmavam, mas por procriação da natureza corrompida. 

Portanto, todos os homens são concebidos em pecado e nascem como filhos da ira, incapazes de qualquer ação que o salve, inclinados para o mal, mortos em pecados e escravos do pecado. Sem a graça do Espírito Santo regenerador, nem desejam nem tampouco podem retornar a Deus, corrigir suas naturezas corrompidas ou ao menos estar dispostos para esta correção (DORT, 1998. Pg. 34).

A Confissão de Fé de Westminster (Inglaterra, 1643-1648):

Nossos primeiros pais, seduzidos pela astúcia e tentação de Satanás, pecaram ao comerem o fruto proibido. Por este pecado eles decaíram de sua retidão original e da comunhão com Deus, e assim se tornaram mortos em pecado e inteiramente corrompidos em todas as faculdades e partes do corpo e da alma. Sendo eles o tronco de toda a humanidade, o delito de seus pecados foi imputado a seus filhos; e a mesma morte em pecado, bem como a sua natureza corrompida, foram transmitidas a toda a sua posteridade, que deles procede por geração ordinária. Desta corrupção original, pela qual ficamos totalmente indispostos, incapazes e adversos a todo bem e inteiramente inclinados a todo mal, é que procedem todas as transgressões atuais (WESTMINSTER, Cap. 6 e 9 Sec. 2 e  3).

A Confissão de Fé Batista (1689):

Deus criou o homem justo e perfeito, e lhe deu uma lei justa, que lhe seria para vida, se a guardasse, ou para morte, se a desobedecesse. Mesmo assim o homem não manteve por muito tempo a sua honra. Satanás valeu-se da astúcia da serpente para seduzir Eva; e esta seduziu a Adão, que, sem ser compelido, transgrediu voluntariamente a lei instituída na criação, e a ordem de não comer do fruto proibido. De acordo com seu conselho sábio e santo, aprouve a Deus permitir a transgressão, porque, no âmbito do seu propósito, mesmo isso Ele usaria para a sua própria glória. Por esse pecado, nossos primeiros pais decaíram de sua condição original de retidão e comunhão com Deus. No pecado deles nós também pecamos, e por isso a morte veio sobre todos; todos se tornaram mortos no pecado e totalmente corrompidos, em todas as faculdades e partes do corpo e da alma. Sendo eles os ancestrais e, pelo desígnio de Deus, os representantes de toda humanidade, a culpa do pecado foi imputada a toda a sua posteridade, e a corrupção natural passou a todos os seus descendentes, por nascimento, visto que todos são concebidos em pecado. 7 E são por sua natureza filhos da ira,8 escravos do pecado e passíveis de morte;9 e todos estão sujeitos às misérias espirituais, temporais e eternais, a menos que o Senhor Jesus os liberte (BATISTA, 2002, Cap. 6, Sec. 1, 2, 3).

A Confissão Belga (1561):

Cremos que Deus criou o homem do pó da terra, e o fez e formou conforme a sua imagem e semelhança: bom, justo e santo, capaz de concordar em tudo com a vontade de Deus. Mas, quando o homem estava naquela posição excelente, ele não valorizou e não a reconheceu. Dando ouvidos às palavras do diabo, submeteu-se por livre vontade ao pecado e, assim, à morte e à maldição. Pois transgrediu o mandamento da vida que tinha recebido e, pelo pecado, separou-se de Deus, que era sua verdadeira vida. Assim ele corrompeu toda a sua natureza e mereceu a morte corporal e espiritual (…). Por isso, rejeitamos todo ensino contrário, sobre o livre-arbítrio do homem, porque o homem somente é escravo do pecado e “não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dado” (Jo 3.27) (BELGA, 2005, Artigo 14).

No Artigo 15 sobre o Pecado Original, A mesma Confissão afirma:

Cremos que pela desobediência de Adão, o pecado original se estendeu por todo o gênero humano. Esse pecado é uma depravação de toda natureza humana e um mal hereditário, com o qual até as crianças no ventre de suas mães estão contaminadas. É a raiz que produz no homem todo tipo de pecado. Por isso é tão repugnante e abominável diante de Deus, que é suficiente para condenar o gênero humano (…). Nesse ponto, rejeitamos o erro do pelagianismo que diz que o pecado é somente uma questão de imitação (BELGA, Op. Cit., Pg. 16).              

Os nossos Pais na fé foram precisos quanto a afirmar que a Queda de Adão lançou no abismo juntamente com ele todos os seus representantes. Deus soberanamente o fez o cabeça da raça humana e sua culpa foi imputada a nós.

 

A Visão Bíblica da Depravação Total

A linguagem Bíblica quanto ao pecado parece mais um filme de terror! Sou bem sincero, sem querer impressionar. As Escrituras Sagradas tem um linguajar próprio sem deixar dúvida que a natureza do homem foi e continua comprometida com o pecado, mesmo no século XXI. Assim, vejamos como que uma anatomia espiritual, como estar o pecador diante de Deus. Tenho certeza, que se arminianos lerem tais textos serão convencidos do quanto é falso e pagão o ensino do livre-arbítrio. As observações que se segue devo ao livro “O Pecador aos raios x da Bíblia” do autor Ademar de Oliveira Godoy.

Coração

“Vi o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo o seu desígnio do seu coração” (Gn 6.5).

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9).

Mente

“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem  de Deus” (2 Co 4.4).

“(…) Os seus pensamentos são pensamentos de iniqüidade; nos seus caminhos há desolação e abatimento” (Is 59. 6).

Mãos

“Pelo que, quando estendeis as mãos escondo de vós os olhos; sim quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue” (Is 1.15).

“As suas teias não prestam para vestes, os homens não poderão cobrir-se com o que eles fazem, as obras deles são obras de iniqüidade, obras de violência há suas mãos” (Is 59. 6).

Boca

 “Assim, também a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta é posta ela mesma em chamas pelo inferno” (Tg. 3.5).

 “A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura” (Rm 3.13,14).

Pés

“São os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria” (Rm 3.15,16).

Olhos

“Tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos” (2 Pd 2.14). 

Ouvidos

“Eles, porém, não quiseram atender e, rebeldes me deram as costas e endureceram os ouvidos, para que não ouvissem” (Zc 7.11).

Não há parte sã alguma no homem. Ele cheira mal. Estar completamente enfermo. É desta forma que o santo profeta Isaías descreve – “Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo” (Is 1.6).

Será que os homens do nosso século mudaram?

O apóstolo Paulo não é tão otimista assim, ele afirma ao jovem Timóteo o seguinte:

Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus (2 Tm 3.1-4).

Os homens detentores do suposto livre-arbítrio arminiano permanecem os mesmos segundo as Escrituras. Observando assim, tanto a mente, quanto vontade e as emoções foram afetadas pelo pecado, é isso que alguns textos das Escrituras, afirma com muita propriedade:

A mente: 1Co 2:14: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” O homem natural (yuxikoj) é a pessoa que vive como se existisse apenas o mundo físico, ou seja, que ignora o mundo espiritual. Seu ponto de referência é ele mesmo. Ele é um ateu prático. Para ele o evangelho é estupidez e tolice, uma verdadeira loucura (mwria). Ele não pode (dunatai – poder, ser capaz) aceitar (dexetai – receber um presente, alguém nos braços) as coisas de Deus. Ao interpretar o evangelho a partir do pressuposto da autonomia humana, o evangelho não faz sentido. Por isso, ele está sem entender (gnwnai).

A vontade: Is 30:9: “Pois este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor”. Eles são rebeldes porque eles querem ser assim. A frase “não querem” (Ub)-)ol) quer dizer “não disposto” ou “sem a vontade de fazer alguma coisa”. Eles não ouvem porque eles não querem. 2 Pedro 2:19 usa a expressão “escravos da corrupção” para descrever tais pessoas.

As emoções: João 3:19 “E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más”. Eles amaram (ágape) as trevas. Eles estimaram e tiveram satisfação no mal. E isso foi manifestado nas suas obras (ALAN MYATT & FRANKLIN FERREIRA; Op. Cit; Pg.133).  

A visão romântica arminiana do homem de que seja bom ou que possui uma vontade neutra, não é Bíblica à luz dos textos que lemos. O evangelismo das massas que chama os homens a tomarem uma decisão por Cristo, deve urgentemente tomar conhecimento da incapacidade total do homem. Eles não virão mesmo que o Evangelho seja para todos aqueles que quiserem. Poderão os pastores esbravejar o quanto queira do púlpito chamando os cadáveres à vida, mas não serão ressuscitados. Sim, poderá criar a melhor técnica e o melhor sermão, mas esses ouvintes estarão em uma situação muito pior que os bancos os quais estão assentados, é que os bancos não são inimigos de Deus. A doutrina da Depravação Total não é estranha às Escrituras, mas sumamente importante no estudo da salvação.

A doutrina de depravação total é importante para a formulação da soteriologia. O pecador, por ser incapaz de voltar para Deus, depende de uma intervenção altamente radical na sua vida para ser salvo. Ele não pode se tornar crente em Jesus pela força da sua própria decisão. Estando preso no seu pecado, a única decisão que ele tomará ao ouvir o apelo é rejeitar a Jesus. Por isso, é preciso que o Espírito Santo intervenha para capacitar o pecador a receber a Cristo. Assim, não cabe a nós, como pregadores e testemunhas, a tarefa de converter as pessoas através de métodos humanos de persuasão. O resultado do evangelismo é determinado pelo Senhor. E ele promete que a sua Palavra cumprirá o seu propósito (ALAN MYATT & FRANKLIN FERREIRA; Op. Cit; Pg.138).

É completamente impossível querer admitir um Deus subserviente ao homem ou dividindo sua glória. O Deus pressuposto pela revelação bíblica é totalmente soberano.  

 

Conclusão

Seaton escreveu o seguinte:

… Se tivermos uma perspectiva deficiente e amena sobre o pecado, então estamos sujeitos a ter uma perspectiva deficiente quanto aos meios necessários para a salvação do pecador. Se acreditarmos que a queda foi só parcial, então é provável que fiquemos satisfeitos com a salvação que seja atribuída parcialmente ao homem e parcialmente a Deus (Apude, ANGLADA, 2000, Pg. 29).

Corretíssima a afirmação! Precisamos resgatar e restaurar no púlpito a doutrina do pecado com o mesmo conteúdo das Escrituras, pois não estamos tratando de uma mera questão de ênfase. O porquê alguns crentes chegam acreditar que sua salvação se perde, é naturalmente explicado, foram ensinados que cooperam com a graça de Deus.

Adão Carlos faz a seguinte ponderação:

A consciência do nosso estado de pecado vai determinar o valor que damos à salvação, a gratidão de nosso coração por termos sido alcançados pela graça salvadora de Deus em Cristo e o nosso empenho na busca de uma vida de maior comunhão com Deus. Quem crê que a queda foi parcial perde de vista a sublimidade da salvação pela graça, mediante a fé em Cristo. (NASCIMENTO, 2005, Pg. 16,17).

Louvemos ao nosso Deus, pois a ele pertence a Salvação (Jn 2.9). Se ele não nos buscasse estávamos perdidos, de uma vez por todas. É desta maneira que nos ensina o apóstolo da graça:

Ele vos deu vida, estado vós mortos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deus vida juntamente com Cristo, – pela sois salvos (Ef 2.1-5).   

Que tipo de pregação estamos ouvindo no púlpito de nossas igrejas? A mensagem de um Deus patético a espreita do primeiro pecador que abrigue o coitado Jesus que bate com insistência no seu coração, mas sem antes, não resistir o chamado eficaz do Espírito Santo? Se for essa a pregação – vos digo: Absurdo imaginário!

Este evangelho não é o EVANGELHO das Escrituras. O Evangelho Bíblico Reformado exalta a Deus sobre as coisas. Crer que a Santíssima Trindade salva pecadores, que estão incapazes, fracos e escravizados pelo pecado.

Cantemos a Deus como fez o arminiano inconsistente, Charles Wesley (1707-1788), que em tons bem calvinistas descreve a regeneração do pecador.

Por muito tempo meu espírito esteve aprisionado
Preso no pecado e na escravidão da natureza
Teu olho difundiu um raio despertador
Eu acordei; o calabouço flamejou com luz!
As minhas cadeias caíram, meu coração ficou livre.
Eu me levantei, fui adiante e Te segui.
(Apud, Wright, 1998, Pg. 128)

Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/depravacao-total/total-depravacao-parte-ii-gunnar-lima.html#ixzz0dcOxYs8C
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